18 de novembro de 2016

O blog está às moscas

Gente do céu, sério, há dias venho pensando em algo pra escrever aqui, mas estou totalmente sem inspiração. Nada me vem a cabeça. Quando vem, eu não sei escrever. Desaprendi! Daí eu faço aqueles rituais pra tentar encontrar inspiração, como meio copo americano com café, deitada no sofá, sozinha em casa, com o notebook no colo, mas quando me dou conta tô no facebook ou assistindo mais um episódio da nova temporada de Scorpion de novo. 

Não queria que o blog ficasse tanto tempo desatualizado, mas infelizmente não estou sendo capaz de conseguir contéudo de qualidade, por isso essa publicação. Vamos dar um break, sim? Não um kit kat break. Não que um kit kat break seja ruim, pelo contrário. Mas um break. A gente se vê daqui a algum tempo. Beijo!

9 de novembro de 2016

Relatos de uma universitária intermunicipal

Ontem eu fui conversar com a psicologa da faculdade e ela me recomendou uma terapia clinica. Não fiquei surpresa. Fiquei aliviada que alguém tenha me dito o que eu queria ouvir. Afinal de contas, isso me fez perceber que eu não estou errada, o que é errado é eu tentar passar por cima de todo problema que acontece na minha vida, ignorar, superar... mas no final a gente percebe que na verdade eu estava guardando tudo aquilo dentro do peito, camada sobre camada, até se tornar uma grande e antiga rocha, com risco de desabar de uma montanha alta.

Há dois anos atrás uma série de acontecimentos fez com que 2014 fosse o pior ano da minha vida, e eu devo tudo isso a uma única pessoa. Infortunamente, hoje sou obrigada a conviver sob o mesmo transporte com essa pessoa. Como diz aquela música "agora eu pago os meus pecados por ter acreditado que só se vive uma vez". A gente não vive só uma vez. A mesma desgraça pode acontecer repetidas vezes, em situações diferentes.

Eu ainda me lembro como era, não é tão díficil quando se tem o gostinho estragado do medo e da insegurança na língua, o sentimento de que nada vai dar certo, de que o melhor a se fazer é silenciar-se e fazer-se de invisível. Como se eu já não estivesse fazendo isso, certo? Errado. Há muito tempo evito fazer amizades, aproximar-me fielmente de alguém. Quem sou eu na fila do pão? Ninguém, até porque eu não estou na fila do pão, estou em casa, estudando, dormindo ou fazendo comida, evitando contato com pessoas de fora, evitando problemas. A gente sabe que isso nunca da certo.

Então passo uma madrugada chorando, em meio a soluços pergunto o que há de errado comigo para minha mãe, dizendo que eu mereço tudo de ruim que acontece comigo, que eu deveria fechar a boca e só aceitar, porque eu sou a ruindade materializada em ser humano. Tudo isso consequencia de 3 horas de viagem que eu faço todos os dias há um ano. O problema das pessoas ruins é que elas não aceitam quando suas vítimas vem tirar satisfação. Quem é que ja fez isso antes? Tudo que sabem fazer é negar. São inocentes. Sinto que preciso alimenta-los e protegê-los, pois não sabem o que fazem, são como bebês na creche, querendo brincar num brinquedo que já está ocupado, mas estão impacientes para esperar por mais tempo.

Preocupa-me somente a mim mesma. Tenho força e fraqueza, geralmente mais fraqueza do que força, pois causa em mim tremedeiras, formigamento nas mãos e pés, nó na garganta, isso quando a pressão não cai, que aí eu sinto como se fosse desmaiar. Em meio a alegrias, as maiores modas são de tragédia na minha vida, e eu sinto que num mundo desses, a única coisa que me resta é ser diferente e acreditar no ser humano, tentar ver por outros lados e entender que as vezes a pessoa não é cruel porque quer, mas sim porque é a única coisa que ela pode ser.