31 de julho de 2015

Resenha - É Agora... ou Nunca, de Marian Keyes

Foto de Skoob
Sacode para a vida




Alguma vez você já se sentiu acomodado? Com vontade de mudar, mas sem nenhuma coragem para fazê-lo? Você pelo menos conseguiu enxergar que precisar transformar sua vida e não aceitar tudo o que lhe acontecia? Resolveu mudar de vida ou continuou na mesmice ainda que se sentisse mal? Talvez você não tenha respondido essas perguntas sinceramente ou ainda nem passou por todas essas fases, porém essas questões fazem parte da vida de muita gente, inclusive das personagens desse livro da Marian Keyes.







É Agora... ou Nunca de Marian Keyes é sobre quatro amigos adultos com personalidades bem diferentes: Katherine, obcecada por organização e reservada, Tara, insegura e louca por comida, Liv, amistosa e compreensiva, e Fintan, sonhador e sincero, que vão “levando a vida”, não estão satisfeitos, mas continuam fazendo as mesmas coisas e esperando resultados diferentes, até que um dia uma notícia inesperada abala todas as emoções de cada um, fazendo com que pensem em suas próprias atitudes e, consequentemente, mudando seus modos de agir.







Os capítulos alternam os pontos de vistas, conseguimos conhecer e entender um pouco mais da vida de cada uma das personagens, sendo tudo narrado em terceira pessoa. Os personagens são cheios de conflitos internos e dramas reais, então é fácil se identificar com eles. Katherine, Tara e Fintan já eram amigos desde o começo da adolescência, então há vários flashbacks divertidíssimos e traumáticos ao longo da história.







Lendo apenas o título do livro dá para perceber que ele se trata de decisões, de mudanças drásticas e de abandonos. São temas complicados, em que se não houver verdade nas personagens o leitor não se convencerá da história. Apesar de ser uma missão difícil, Marian Keyes surpreende e nos mostra com veracidade que se nós  precisamos de algo ou alguma situação nos incomoda, precisamos sim mudar, deixar os velhos pensamentos para trás e olhar para o melhor que pode acontecer neste instante.

 "— Sei que vocês duas me odeiam — e lançou um sorriso para ambas —, mas se pudessem ver as coisas do jeito que eu vejo, ficariam muito revoltadas pela forma com que estão desperdiçando suas vidas. Vocês mantêm o sofrimento em nível moderado porque acham que, em algum momento do futuro, as coisas vão todas se encaixar sozinhas e a vida vai ficar perfeita."
Escrito por Bianca R. Batista


27 de julho de 2015

Resenha - Quem é você, Alasca? de John Green



Foto de Skoob
Repentina vida

É bem comum o sentimento de falta, de um vazio que nem sempre a gente sabe pelo quê em alguma parte, ou constantemente, em nossa vida. Essa sensação pode nos fazer sofrer a ponto de não conseguirmos mais ter controle sobre nossa vida ou tomar decisões drásticas, como o personagem Miles Halter de Quem é você, Alasca? fez, além de outras possíveis ações que cada um pode escolher.

Cansado de viver uma vida monótona, Miles Halter resolve ir para um colégio interno, chamado Culver Creek, onde espera encontrar algo que desse sentido em sua vida. Esse algo pode ser chamado de o Grande Talvez, expressão que ele encontrou nas últimas palavras de François Rabelais. Miles é um adolescente reservado, sonhador e um pouco quieto; característica contrária a de seu novo colega de quarto, o Chip (ou Coronel), que, além de se tornar um grande amigo, o leva a fazer novas amizades com Takumi, Lara e Alasca, a garota misteriosa que não sai dos pensamentos do Halter. 

Dizer com absoluta certeza que Miles encontrou o que procurava pode ser um erro, pois a sua paixão por últimas palavras de pessoas prestes a morrer talvez seja só um estímulo para o seu Grande Talvez. É possível compreender que depois de um ano no colégio interno ele está sim mais próximo do seu objetivo, pois todos os ocorridos o levaram a isso. 

A relação que existe entre os personagens é de cumplicidade, nos faz lembrar as nossas próprias amizades, o que é um ponto bastante positivo desse livro. Apesar disso, há momentos em que não conseguimos entender por completo os sentimentos deles e, por conta disso, seus atos são imprevisíveis. 

O livro é dividido em duas partes: o Antes e o Depois. Se não houvesse uma das partes o livro perderia seu sentido, pois elas se complementam. Provavelmente você pode ter uma preferência por uma das partes, eu, por exemplo, gostei mais da segunda parte, mas isso não interfere tanto na leitura.

O livro é um pouco complexo, como já mencionei, algumas situações são imprevisíveis e difíceis de serem compreendidas a primeiro momento. É preciso atenção nos detalhes e, o mais importante, ter empatia pelos personagens, tentar entender o que está acontecendo para poder encontrar um sentido antes de julgá-los. Acredito que essa atitude de pensar e entender como as pessoas agem de tal maneira tenha sido o principal assunto que o John Green quis abordar nesse livro. Podemos dizer com certeza que foi um excelente tema e que foi bem trabalhado, de uma maneira não tão óbvia, incentivando o leitor a pensar mesmo sem perceber.  

"Só quero saber como vocês vão enquadrar em sua visão de mundo a presença incontestável do sofrimento e como esperam navegar pela vida apesar disso."
Escrito por Bianca R. Batista

 


26 de julho de 2015

Motivos para incluir café na sua rotina

Imagem retirada daqui.
Oi gente!

Muitas pessoas que eu conheço adoram café, inclusive eu, e isso não é atoa. Há quem não goste, por ser um líquido amargo e forte, mas existem diveeeeersas formas de preparo dessa bebida, seja quente, fria, com açúcar, adoçante, coada e do jeito árabe tradicional de se preparar café: sem coar e sem açúcar. Café bom é café forte, e é assim que eu gosto.

Se for parar para refletir e debater sobre o café, veremos que há muito a falar sobre isso, seja sobre quesitos econômicos, históricos ou lendas que discutem o descobrimento do grão. Mas além de tudo isso, vocês sabia que o café é um ótimo auxiliador ao emagrecimento? Ou que ele ajuda na redução de celulite e ativa a circulação sanguina? 

Disseram-me que o café é uma droga por agir no sistema nervoso central, fiz carão de moça indignada, me sentindo uma drogada na crackolândia, exagerei feio na hora, mas conforme o professor explicava, eu começava a entender que não era do jeito que eu tinha imaginado. O café é natural, veio da terra, assim como a maconha, mas essa postagem não fala sobre drogas, né? Vamos ao que realmente interessa...

  • Na saúde:
Imagem retirada daqui.

Incluir o café na sua rotina diária, seja pela manhã, em intervalos entre as refeições, tem como benefícios principais os seguintes itens:
  • Tem efeito estimulante no sistema nervoso central;
  • Te mantém mais atento;
  • Auxilia no aprendizado;
  • Dá resistência nos exercícios físicos;
  • Inibi inflamações;
  • Reduz risco de doenças cardiovasculares e outras doenças inflamatórias.
Isso porque o café possui cafeína, vitamina B, ácidos clorogênicos e possui um super potencial na atividade antibacteriana. 

  • Na beleza
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Quando ingerido, ele pode te trazer todos esses benefícios listados acima, mas além disso, a borra do café, que geralmente é jogada fora, pode trazer outros benefícios como: ativar a circulação sanguina, acabar com a celulite, remover células mortas e manter tudo em cima quando usada como esfoliante natural para a pele. 

Para isso, coloque uma pequena quantidade da borra do café pouco úmida em um recipiente. Duas colheres de sopa da borra são suficiente, isso porque ele espalha bem e não derrete. Durante o banho, enquanto você deixa o condicionador agindo no cabelo, desligue o chuveiro e massageie com vontade o corpo todo, espalhando a borra em movimentos circulares. 

Depois disso, fica a seu critério passar na pele um hidratante. Pela minha experiência, tanto faz, pois com hidratante ou sem hidratante, a minha pele fica com aspecto saudável, macia e cheirosa de qualquer maneira depois da esfoliação. 

Já ouvi algumas pessoas dizerem que minha mão parece veludo de tão macia, mal sabem que o café é o culpado disso. Nessa postagem aqui contei sobre o um outro esfoliante natural que eu havia inserido na minha rotina semanal de beleza, dá uma olhada.  

No instagram descobri que tem uma marca que já aderiu ao café como esfoliante natural, a BodyBlendz. Vendido em saquinhos com 200g por $19,95, ele faz o maior sucesso entre modelos e gente como a gente que sabe a importância da esfoliação. 

E então, agora quero saber de vocês. Qual a sua opinião sobre o café? Gostam? Bebem? Esfoliam? Conta pra mim!

Beijo

22 de julho de 2015

Look do dia: Domingo de sol







Oi genteeee
Nesse último dia 18, domingão de férias, fui com meus irmãos pra feira comeeeerrrr. O que há melhor do que comer? Comer é muito bom, eu adoro

Como as férias são de 25 dias, eu não trouxe muita roupa. De tudo que eu trouxe, só uma calça jeans veio na mala, que estava com o botão estourado, ou seja: Laiali seria refém de saias e vestidos as férias inteiras. Not bad. 

Eu tinha em mente também de que usaria as calças da minha mãe e irmã, caso fizesse frio, porém, engordei demais pras calças da minha irmã, e emagreci demais pras calças da minha mãe. Eu nem sei o que pensar a respeito disso, sendo que minha irmã veste 40 e minha mãe 42. Eu não gosto de calça jeans, anyway.

A manhã do dia 18 estava com temperatura agradável, cerca de 26ºC, escolhi essa saia que eu adoro e a sapatilha combinando com a blusa rosa chiclete. O look todo não passa dos R$60,00. Dá uma olhada:

Saia com estampa de cachorrinho - Dúnia Modas em Corumbá - R$20,00
Sandália pink listrada - Espaço Fashion em Aparecida do Taboado - R$25,00
Blusa manga 3/4 - Espaço Fashion em Aparecida do Taboado - R$15,00

Então, é isso genteeee, espero que tenham gostado da postagem, e das fotos, e do meu jeito de escrever sobre coisas que eu faço. Eu estava morta de saudades de postar look do dia aqui no blog, como sempre, aliás ☺

A gente se vê depois!!
Beijooooo

20 de julho de 2015

Resenha - As Meninas, de Lygia Fagundes Telles



Foto de Skoob
Descobertas e recobertas

A história de As Meninas se passa na década de 70, época da Ditadura Militar no Brasil, período em que as restrições são inúmeras e a sensação de vigília é constante. Conhecemos três garotas distintas que moram no Pensionato Nossa Senhora de Fátima: a Lia, ou a flamante Lião, revolucionária e amante da liberdade, a Lorena, prática e apaixonada, e a Ana Clara, ou a Ana Turva, traumatizada e cheia de planos. 

As razões para terem ido para o Pensionato são diferentes, e essas diferenças vão se mostrando cada vez mais ao longo do livro. A narração é um pouco confusa, pois se mistura o ponto de vista da personagem com a narração em terceira pessoa. Há poucos capítulos, porém são longos, cheios de lembranças da infância e outros momentos marcantes que resultaram na personalidade de cada uma das personagens. Apesar de a história possuir um trio protagonista, outras personagens, como os familiares das garotas e as freiras, também possuem tramas dramáticas que não são muito exploradas, talvez por conta do contexto, pois foi em uma época onde tudo se tratava de desconfiança.

As Meninas é um livro que perturba que confunde que ilude que emociona. Um livro que dói por ser tão honesto. Por mais que as personagens pareçam ser decididas e donas do próprio destino, nós vemos adiante que nem sempre temos controle de tudo. É preciso saber lidar com os imprevistos e se proteger para o futuro incerto.


"Quero te dizer também que nós, as criaturas humanas, vivemos muito (ou deixamos de viver) em função das imaginações geradas pelo nosso medo. Imaginamos consequências, censuras, sofrimentos que talvez não venham nunca e assim fugimos ao que é mais vital, mais profundo, mais vivo. A verdade, meu querido, é que a vida, o mundo dobra-se sempre às nossas decisões. Não nos esqueçamos das cicatrizes feitas pela morte. Nossa plenitude, eis o que importa. Elaboremos em nós as forças que nos farão plenos e verdadeiros."
Escrito por Bianca R. Batista

 

A Lista


"A Lista

Faça uma lista de grandes amigos,
quem você mais via há dez anos atrás...
Quantos você ainda vê todo dia ?
Quantos você já não encontra mais?
Faça uma lista dos sonhos que tinha...
Quantos você desistiu de sonhar?
Quantos amores jurados pra sempre...
Quantos você conseguiu preservar?
Onde você ainda se reconhece,
na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora...
Quantos mistérios que você sondava,
quantos você conseguiu entender?
Quantos defeitos sanados com o tempo,
era o melhor que havia em você?
Quantas mentiras você condenava,
quantas você teve que cometer ?
Quantas canções que você não cantava,
hoje assobia pra sobreviver ...
Quantos segredos que você guardava,
hoje são bobos ninguém quer saber ...
Quantas pessoas que você amava,
hoje acredita que amam você?"
 Oswaldo Montenegro

Essa canção é ótima para nos ajudar a refletir sobre o que acontece na nossa vida ao longo do tempo, sobre todas as mudanças e, principalmente, sobre quem sempre nos acompanha, de diversas maneiras.

16 de julho de 2015

Como aproveitar a última semana de férias


Gente, estar na faculdade é super divertido. Sério. Mas melhor do que ser adulta, é estar de férias. Ahhh... Férias... Palavra tão curta e ao mesmo tempo, com um significado enorme, que faz a gente se sentir tão bem, em paz, animada, entre outros sentimentos que fazem bem ao coração. Resumindo: Férias é como comer nosso prato preferido à vontade, sem engordar.

Vim passar as férias com minha família aqui em Aparecida do Taboado, são 25 dias para aproveitar e matar a saudade. Hoje é o último dia do Ramadan, ou seja, último dia de jejum esse ano. A partir de amanhã, estarei disposta a fazer tudo que eu gostaria nas férias. Antes eu não conseguia devido ao jejum, pois depois de algumas horas na ativa, fica difícil ter energias para sair, fazer coisas que deveríamos fazer nas férias. Mas como acabou, isso me dá uns 8 dias para fazer tudo que deixei de fazer em 17.

Nessa última semana de férias, tenho muitos planos, porém, no entanto, nem tudo depende de mim, porque se não, agora estaria em um parque de diversões, comendo algodão doce e jogando tiro ao alvo com minhas amigas. 

Algumas precauções que devem ser tomadas são necessárias para que os planos não corram esgoto a baixo, por isso, fiz uma lista de precauções e dicas para aproveitar as férias (no meu caso, últimos dias) ao máximo. Vai que dá uma ideia pra vocês também.
  • Planeje o que você vai gastar. Será que tem dinheiro suficiente pra fazer tudo que você quer?
  • Crie um cronograma. O que vai fazer durante a manhã, tarde e noite. 
  • Tenha 8 horas de sono. Seu corpo não precisa de mais do que isso em 24 horas, não perca seu tempo dormindo. 
  • Pratique algum exercício físico. 
  • Aproveite o tempo livre fazendo algo útil. 
  • Doe roupas. Com o passar do tempo, compramos roupas e nem nos damos conta de que as antigas não nos interessam mais. O tempo livre/extra das férias é uma desculpa pra colocar o armário em dia.
  • Combine programas com a família e amigos com antecedência. Se alguém desmarcar, você joga um ovo na cabeça dele e diz "agora estamos quites". 
  • Dance. Mesmo se não souber... É tão divertido colocar aquela músicas super legal e dançar como se não se importasse com mais nada. Acredito que isso faça bem pra alma.
Então, essas são as que vieram à minha cabeça nesse momento. O que vocês me dizem? Já estão de férias? Conta pra mim.

Beijos
Laiali

13 de julho de 2015

Dia Mundial do Rock

Hoje, dia 13 de julho, é o dia mundial do rock. Acredito que vá chover rockeiros e posts sobre o assunto, e eu vou fazer parte disso! haha Selecionei minhas cinco músicas preferidas do gênero e espero que você goste de escutá-las!

1- November Rain - Guns and Roses


2- Modern Love - David Bowie


3- Take a walk on the wild side - The Velvet Underground


4- Runaways - The Killers


5- Vivendo e Aprendendo - Capital Inicial


***



10 de julho de 2015

Acessório fashion: aposte nos relógios

Imagem retirada daqui.
Como um relógio é visto por você? Um acessório para informar as horas, um acessório fashion, que complementa um look, um acessório que mostra a sua personalidade, ou um acessório para marcar quantos km você correu em um determinado tempo? Acredite se quiser, um relógio pode ser tudo isso ao mesmo tempo para você, porque graças ao capitalismo, que a cada segundo que passa, apenas aumenta, o relógio passou a ser visto com outros olhos, tanto para crianças, como para os mais velhos.

Assim, relógios passam a informar as horas de maneira mais despojada, social, elegante, seguindo tendências de cores, tecidos e formatos. Usar relógio tá na moda. Há quem diga que usa apenas por necessidade, mas devemos admitir que para cada personalidade, existe um modelo de relógio diferente.

O meu pai e minha mãe, por exemplo, usam aqueles mais sociais, feito de metal, desde que me conheço por gente. Não os imagino usando um com pulseira de couro ou qualquer outro material. Meu irmão usa aquele do Ben 10, no formato do omnitrix. Já minha irmã e eu, gostamos daqueles com pulseira de miçangas, ou de couro estampado, com formatos diferentes, que estão disponíveis há venda a partir de R$12,50 na Zaful.

Por existirem vários modelos, há quem colecione. Devo ter uns 3 ou 4, mas o meu lado consumista acha pouco, porque eu adoro a forma como um relógio pode mudar seu look de básico para “sou uma it girl cheia de personalidade”.

O mais legal nisso tudo é que há um tempo eu não me imaginava usando relógios. Achava super careta e coisa de gente velha. Quem diria, hã? O que a imprensa não faz com a nossa cabeça! Hoje não tiro o relógio do pulso, e se tiro, dou aquela olhada básica no pulso e me sinto nua quando percebo que estou sem relógio.

Na loja virtual Zaful tem relógios lindos e muitas outras coisas mais, os preços são super acessíveis e frete grátis para o mundo inteiro. Tá esperando o que pra ver lá?

E vocês usam relógio? O que acham desse acessório? Conta pra mim!


Beijo

7 de julho de 2015

Resenha - Férias!, Marian Keyes

Foto de Skoob
Um pouco de decepção


Já pensou em ler um livro narrado pelo ponto de vista de uma toxicômana? Em Férias! isso acontece.

Numa mistura de humor e drama, Férias! é narrado por Rachel, que acha estúpida a ideia de ser uma drogada, apesar de todos ao seu redor falarem o contrário.

Rachel quase morre de overdose de drogas, seu namorado e melhor amiga se afastam bruscamente dela, e praticamente toda a sua família a despreza. Nisso ela é internada num centro de reabilitação, o Claustro, mas achando que vai para um spa curtir férias, daí o nome do livro.

Como toda ilusão chega ao fim um dia, Rachel se revolta quando descobre estar num lugar cheio de viciados, seja em drogas, álcool, jogos, sexo ou comida. Com isso vem todos aqueles sentimentos de dependentes em sua possível aceitação de que é viciado em alguma coisa. Recusa, negação, revolta, vergonha, e por aí vai.

Confesso que esperava mais de Férias!. Pois foi o segundo livro da Marian que li, o primeiro foi Melancia, que tem o começo incrivelmente confuso e me fez desistir de ler. Porém, não ia jogar o dinheiro gasto no livro fora e voltei a ler Melancia, meses depois da compra e sem esperar que ele fosse grande coisa. Me surpreendi com o livro, superou minhas expectativas. Então, quando fui ler Férias! achei que seria igualmente bom ou até melhor que Melancia. Mas isso não aconteceu.

Sim, o livro é ótimo, mas não tanto quanto Melancia. Férias! tem o começo pior que o de Melancia, muito mais confuso. Fica melhor só quando começam os diálogos. A protagonista se faz de vítima até as 300 e poucas páginas! Se não fosse pelos flashbacks que aparecem no decorrer da história e o final, o livro seria egoísta demais, pois só iria ter a Rachel revoltada e o Claustro tentando ajudar.

O livro é bom, vale a pena ler. Cada pessoa consegue tirar uma lição diferente do livro. Talvez você goste mais do que eu gostei do livro.
"Na época, não sabia que era minha última vez; se soubesse, talvez tivesse tratado a ocasião com um pouco mais de seriedade. Se tivesse feito isso, talvez tivesse tomado as providências necessárias para garantir que não fosse minha última vez."
Escrito por Bianca R. Batista

4 de julho de 2015

Lições de um primeiro semestre

@bloglaialisafa
Há cinco meses, vinha eu de uma longa viagem começar uma nova etapa da minha vida em Corumbá. Foi pouco mais de 800 km de viagem, 13 horas dentro de dois ônibus, onde eu experimentei a Chipa pela primeira vez. "Chipa? O que é isso?" na verdade não importava, eu estava morta de fome, e se era de comer, eu queria. Então comi. É um salgado muito bom, feito de queijo, que comi umas 2 ou 3 vezes depois daquela vez no ônibus, em cinco meses.

Cheguei na rodoviária de Corumbá. Não mudou muita coisa desde a última vez que estive aqui, em 2010, exceto pelo motivo de a rodoviária não estar tão lotada e a minha tia aparecer sem demora com minha priminha super vaidosa e meu primo que adora jogar futebol. Ele me ajudou com a mala que estava super pesada, disse pra ele deixar que eu levo, mas apesar de não ser muito grande, o guri carregou minha mala sem demonstrar esforço. Eu tinha morrido carregando aquela mala antes de subir no ônibus.

E então eu comecei a conhecer minha família, aos poucos. Almocei a comida da Sônia, fui atrás da matrícula no IFMS e visitar minha tia Hiyam. As pessoas daqui pareciam felizes em me ver. Loucas. Mal sabem o trabalho que eu poderia dar.

Eu vim aqui tendo em mente de que agora, longe dos meus pais, eu poderia oras bolas finalmente poder fazer o que quisesse sem ficar ouvindo um curto, grosso e frio não (eu estava de saco cheio disso). Mas quem disse que isso aconteceu? Meu tio e minha tia deixaram bem claro que não, não é bem assim, eu vim para estudar, não para curtir. Então OK, eu não tinha muito o que fazer mesmo a não ser obedecer. Resolvi colocar na minha cabeça que um dia, quando eu estiver pagando minhas contas, e ter responsabilidades de adulta (não só a maioridade), eu poderia cogitar a ideia de fazer o que eu quisesse desde que não sujasse o meu sobrenome.

Até porque, sobrenome é uma coisa que você deve manter limpo. Já contaram para vocês como é fácil sujar o nome de alguém? Experimente fazer uma fofoca grotesca e falsa sobre aquela garota que não conversa com ninguém. A fofoca espalha com facilidade na boca de quem não presta, e logo não teria muito o que se fazer em relação a isso, afinal de contas, a praga já teria se espalhado antes que a própria garota se desse conta do que estava acontecendo.

Cada passo, gesto, palavra, atitude que você tem, diz quem você é. E aqui não tem essa coisa de "a opinião dos outros não me interessa" porque interessa sim, meu filho. Ô se interessa. A opinião dos outros interessa tanto que deixamos de fazer coisas que os próprios outros fazem por motivo de segurança. Segurança pra quem? Pra você? Para mim? Não. As pessoas são cruéis, se decidirem criar uma opinião sobre você, a opinião não será boa, acredite, e isso não atingirá somente a você, mas a sua família também. Então pense bem, pois nunca estamos por conta própria. 

Agora, finalmente em casa, passando as férias em uma cidade onde eu esqueci como é viver aqui, me dou conta de que você nunca realmente crescerá na vida se não viver novas experiências, em outros lugares, com outras pessoas. A rotina não te leva a lugar algum, e algumas coisas, a escola e nem a internet vão poder te ensinar.