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Sinalização

23:10

A cabeça está no mundo da lua, confessa pra mim. Sempre foi desse jeito e isso às vezes te tira do sério, mas em compensação, pensa, é tão maravilhoso deitar sozinho com as pernas para cima num colchão da casa do seu amigo, olhando para um pedaço do céu estrelado pela janela e não pensar em nada, absolutamente nada. São em momentos assim que você se sente sortudo por ser quem é, e estar com quem está.

Compartilhe comigo seus segredos, medos, que eu te ensino a fazer alguma comida que todo mundo gosta. Desde quando você começou a sentir falta de alguém na sua vida? Alguém novo de cabelo cacheado e olhos puxados, que fez você querer voltar a ouvir músicas erradas e involuntariamente querer mentir pra quem gosta de você. Tem seus altos e baixo, qualidades e defeitos, uma banda de antíteses que tocam acordes difíceis e batidas imprevisíveis. Nós não imaginávamos que voltaríamos a nos sentir assim de novo tão cedo.

Você senta numa cadeira confortável, daquelas dobradiças, feitas de pano e com suporte para copo nos braços. Senta largado, pensativo, pernas abertas e braços cruzados, não demonstrando muitas emoções, você não sabe que ultimamente eu te acho a pessoa mais linda desse mundo? Eu não tenho certeza disso, mas você é um daqueles eventos que o meu coração não é capaz de suportar, mas a gente ainda insiste em fazer com que caiba e que ocorra tudo bem.

Responsável por esse sentimento que do nada, com o tempo, floresceu dentro de mim de novo. Me tirou o sono, me deixou sem forças pronta pra uma longa noite de sono pesado. Me parte o coração ter partido o seu. Não me olha assim, encostado na carteira da faculdade usando aquela touca que me tira a paz e o fôlego, enquanto eu brinco na cadeira de rodinhas do professor até sentir seus olhos pesando dúvida e desconfiança em cima de mim, me interrogando de dentro pra fora enquanto cria coragem pra perguntar essas coisas que você não gostaria, e aí eu paro... é quando eu perco o controle sobre as coisas e estrago tudo de novo.

Essas situações me tiram risadas involuntárias na cara de quem não está muito feliz comigo, mas eu não quero que você não esteja feliz comigo. Eu não quero não conversar com alguém porque isso te magoa. As placas indicam perigo na estrada, enquanto eu dirijo, o farol ilumina mas eu ignoro. Como sempre. Nem sempre tive a maturidade que tenho hoje, mas hoje acredito que talvez eu tenha maturidade demais. Essa maturidade perde-se e me confunde, fazendo-me perguntar se é mesmo coisa de gente independente, ou coisa de gente egoísta.

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