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Como driblar o ódio alheio

13:18

Qual a diferença entre abaixar a cabeça e ignorar? Algumas pessoas diriam que abaixar a cabeça é se humilhar, já ignorar, é deixar passar algo que poderia causar alguma situação. Mas como escolher em que ocasião é correto ignorar sem que pareça um ato de inferioridade? Digamos que você evitou de falar algo para não causar grande história, mas aquilo se manteve em sua cabeça por muito, muito tempo, então, ao invés de deixar passar algo, você guardou isso dentro de si. Nem sempre essa é a melhor alternativa.

“Se me atacar, eu vou atacar.”. Já dizia nossa querida Inês Brasil. Mas calma, não estou dizendo pra você pegar a sacola de compras cheia de bolsas de couro e sapatos de salto grosso e tacar na cabeça da pessoa até ela perder a consciência. Não é nenhum pecado imaginar essa cena e ver-se rindo horrores dela, mas mantenha em segredo, ninguém precisa saber o quão psicopata e violenta sua mente pode ser.

Então, imagine que a dois anos atrás muita coisa foi ignorada para que não se torne grande caso, você era uma criança que estava fazendo suas próprias escolhas sem afetar ninguém por conta disso, mas se for parar pra pensar, essas perseguições pararam? Hoje, dois anos depois, você se dá conta de que se tivesse feito algo no passado, não se sentiriam na liberdade de te atacar novamente. Então nada de ignorar.

Clarice Lispector sentiria vergonha de pessoas que se acham superiores e por conta disso fazem uso de palavras ruins ao se referir a quem não é do seu agrado. É por isso que em vez de fazer o mesmo mal que te fizeram, mas a outra pessoa, procure respirar fundo e manter a calma, pensar em alguma conversa que mencione a atitude da pessoa e no fim perguntar com o ar mais agradável o possível, sem parecer forçado, por favor: “você disse mesmo isso? ”.

As pessoas ruins, que precisam fazer outras se sentirem inferiores para se sentirem bem, são ao mesmo tempo fracas: não conseguem admitir seus próprios atos.

É aí que você precisa se dar conta de que na maioria dos casos onde alguém te maltrata, o problema não é com você que se encontra de pé, sozinha, com toda coragem que tem (e aquela que não tem também), enfrentando aquele perseguidor, tirando satisfação. O problema não está nas suas roupas, classe social, cor de pele ou nacionalidade, mas sim com ele, que não consegue sentir-se bem sem prejudicar a estrutura emocional de outro. Imagine como essa pessoa consegue dormir de noite? O ódio causa rugas, olheiras, fios brancos, bolhas nos pés, tira o esbranquiçado dos dentes e é totalmente deselegante. O ódio é uma peça que você definitivamente não quer no seu guarda-roupa.

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