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Resenha - Quem é você, Alasca? de John Green

15:14



Foto de Skoob
Repentina vida

É bem comum o sentimento de falta, de um vazio que nem sempre a gente sabe pelo quê em alguma parte, ou constantemente, em nossa vida. Essa sensação pode nos fazer sofrer a ponto de não conseguirmos mais ter controle sobre nossa vida ou tomar decisões drásticas, como o personagem Miles Halter de Quem é você, Alasca? fez, além de outras possíveis ações que cada um pode escolher.

Cansado de viver uma vida monótona, Miles Halter resolve ir para um colégio interno, chamado Culver Creek, onde espera encontrar algo que desse sentido em sua vida. Esse algo pode ser chamado de o Grande Talvez, expressão que ele encontrou nas últimas palavras de François Rabelais. Miles é um adolescente reservado, sonhador e um pouco quieto; característica contrária a de seu novo colega de quarto, o Chip (ou Coronel), que, além de se tornar um grande amigo, o leva a fazer novas amizades com Takumi, Lara e Alasca, a garota misteriosa que não sai dos pensamentos do Halter. 

Dizer com absoluta certeza que Miles encontrou o que procurava pode ser um erro, pois a sua paixão por últimas palavras de pessoas prestes a morrer talvez seja só um estímulo para o seu Grande Talvez. É possível compreender que depois de um ano no colégio interno ele está sim mais próximo do seu objetivo, pois todos os ocorridos o levaram a isso. 

A relação que existe entre os personagens é de cumplicidade, nos faz lembrar as nossas próprias amizades, o que é um ponto bastante positivo desse livro. Apesar disso, há momentos em que não conseguimos entender por completo os sentimentos deles e, por conta disso, seus atos são imprevisíveis. 

O livro é dividido em duas partes: o Antes e o Depois. Se não houvesse uma das partes o livro perderia seu sentido, pois elas se complementam. Provavelmente você pode ter uma preferência por uma das partes, eu, por exemplo, gostei mais da segunda parte, mas isso não interfere tanto na leitura.

O livro é um pouco complexo, como já mencionei, algumas situações são imprevisíveis e difíceis de serem compreendidas a primeiro momento. É preciso atenção nos detalhes e, o mais importante, ter empatia pelos personagens, tentar entender o que está acontecendo para poder encontrar um sentido antes de julgá-los. Acredito que essa atitude de pensar e entender como as pessoas agem de tal maneira tenha sido o principal assunto que o John Green quis abordar nesse livro. Podemos dizer com certeza que foi um excelente tema e que foi bem trabalhado, de uma maneira não tão óbvia, incentivando o leitor a pensar mesmo sem perceber.  

"Só quero saber como vocês vão enquadrar em sua visão de mundo a presença incontestável do sofrimento e como esperam navegar pela vida apesar disso."
Escrito por Bianca R. Batista

 


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2 comentários

  1. Eu comecei a ler John Green por "A Culpa é das Estrelas" e aconteceu que não gostei do livro e acabei parando no meio, agora fico meio com um pé atrás pra comprar outros dele! rsrs

    beijos.
    Mani Piñeiro

    ResponderExcluir
  2. Ainda não li este livro, mas quero muito ler. Bjus!

    galerafashion.com

    ResponderExcluir

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