Foram 9 anos de muita escrita, opinião e exposição. Por esse motivo, agora que cresci, amadureci, entendi o perigo da exposição na internet e aprendi sobre o que vale a pena ser compartilhado ou não, estou dando um tempo das minhas publicações. Elas não estarão disponíveis durante algum tempo, algumas publicações passarão por alterações, porque algumas opiniões da Laiali de 13 anos são muito relevantes, na minha opinião, as outras que são ladainhas de adolescente serão excluidas, porque a adulta Eu não concorda com ladainhas de adolescentes que querem forçar personalidades. O blog voltará algum dia, não tem data de retorno, mas um dia, porque apesar de agora eu ser adulta, ainda gosto de escrever. Beijos
livros

Resenha - As Meninas, de Lygia Fagundes Telles

19:23



Foto de Skoob
Descobertas e recobertas

A história de As Meninas se passa na década de 70, época da Ditadura Militar no Brasil, período em que as restrições são inúmeras e a sensação de vigília é constante. Conhecemos três garotas distintas que moram no Pensionato Nossa Senhora de Fátima: a Lia, ou a flamante Lião, revolucionária e amante da liberdade, a Lorena, prática e apaixonada, e a Ana Clara, ou a Ana Turva, traumatizada e cheia de planos. 

As razões para terem ido para o Pensionato são diferentes, e essas diferenças vão se mostrando cada vez mais ao longo do livro. A narração é um pouco confusa, pois se mistura o ponto de vista da personagem com a narração em terceira pessoa. Há poucos capítulos, porém são longos, cheios de lembranças da infância e outros momentos marcantes que resultaram na personalidade de cada uma das personagens. Apesar de a história possuir um trio protagonista, outras personagens, como os familiares das garotas e as freiras, também possuem tramas dramáticas que não são muito exploradas, talvez por conta do contexto, pois foi em uma época onde tudo se tratava de desconfiança.

As Meninas é um livro que perturba que confunde que ilude que emociona. Um livro que dói por ser tão honesto. Por mais que as personagens pareçam ser decididas e donas do próprio destino, nós vemos adiante que nem sempre temos controle de tudo. É preciso saber lidar com os imprevistos e se proteger para o futuro incerto.


"Quero te dizer também que nós, as criaturas humanas, vivemos muito (ou deixamos de viver) em função das imaginações geradas pelo nosso medo. Imaginamos consequências, censuras, sofrimentos que talvez não venham nunca e assim fugimos ao que é mais vital, mais profundo, mais vivo. A verdade, meu querido, é que a vida, o mundo dobra-se sempre às nossas decisões. Não nos esqueçamos das cicatrizes feitas pela morte. Nossa plenitude, eis o que importa. Elaboremos em nós as forças que nos farão plenos e verdadeiros."
Escrito por Bianca R. Batista

 

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