amor

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

21:30

Lembro de ter pensado que nada até ali teria valido a pena. Nem o sofrimento, nem o choro, nem as mentiras, nem as máscaras, nem o tempo que foi injusto e passou tão rápido agora, e devagar no nosso tempo. Mais meu, do que seu.

Meu estômago até ali não embrulhara, nem ao menos sentia meu estômago ou qualquer parte do meu corpo, pois foi assim que eu decidi viver desde que você se foi. Só que com menos dramaticidade. Já tinha esquecido dos meus sonhos, da felicidade e até mesmo da minha existência, mas não de você. De alguma forma eu tinha esperança de te encontrar ali, ou como em qualquer outro lugar que eu fosse, todos os dias, todas as horas, até quando estou em casa, rezando pra que você decida passar por aqui e dizer que andou sentindo minha falta, que quer deitar na minha cama pra eu te fazer um cafuné.

É meu bem, me escondi muito tempo tentando esquecer quem eu era sem você. Até que te vi, te reencontrei, me encontrei. Você estava ali, do meu lado e eu não sabia. Tão quieta, tão down, menos cool do que eu imaginava. Menos sua, e nunca minha. Te olhar me fez lembrar de tudo que não aconteceu entre a gente, e que ficou na espera de um amanhã melhor. Espera essa, nunca sua, sempre minha.

Tudo que você dedicou a mim eu guardei num saco, amarrei com fitas e nunca mais mexi depois de um certo tempo - tempo esse que demorou a passar - mas não percebi que a maior lembrança eu não podia guardar num saco, amarrar com fitas e esconder numa gaveta quebrada para que eu não pudesse abrir. A maior lembrança estava em mim, era eu me tornando você aos poucos, querendo e buscando, tentando toda hora, não te matar dentro de mim.

Eu imitava o seu jeito, suas criticas, seus gostos. Não queria mais cuidar de ninguém, pois eu nem sabia me cuidar... Foi! Não doeu te ver feliz, tendo uma vida que eu nunca vou poder lhe proporcionar, doeu mesmo foi te perceber ali do meu lado e me calar.

Doeu só falar com você e sair, ouvindo dos meus amigos que eu sou uma idiota, que eu deveria voltar lá e dizer pra você o quanto eu te admiro e te quero todos os dias. Dizer pra você que eu daria tudo que tenho pra não lhe perder novamente, que eu preferia a nostalgia do que te esquecer. Que eu rezaria pro seu Deus se isso te fizesse minha.

É uma decisão difícil: a de ter medo de me arrepender em esperar uma vida até que você me perceba, ou de tentar esquecer aos poucos - mesmo sabendo que não adianta - e te deixar em paz. Eu desacreditei tudo que me lembrava o amor, menos em nós. Esse "nós" que sempre deveria ter existido, mas nunca passou de uma ilusão minha pra me sentir mais amada nessa história, e com esperança de seguir em frente.

Eu sei que posso me arrepender.

Tem dias que eu decido te esquecer, tem outros que eu prefiro te viver, e ainda há os que eu quero escrever pra você, como hoje. Já me arrependi de rasgar os textos ou de fazer de rascunhos para os cálculos de matemática, que no final, tem mais lógica do que pensar que você vai se afastar de mim caso leia o que eu ando escrevendo pra você nesses últimos, poucos, e longos anos.

Espero que tenha aprendido a se cuidar. E por favor, não se afaste.

Att,
M.

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