eu

Depende do ponto de vista

21:31

Foto por Andre Pesce

Poucas coisas duram pra sempre na sua vida. Aquela bolsa pink metalizada que você jurou usar todos os dias até o fim de sua vida não durou uma semana... Ou quando começou com uma troca de olhares e semanas depois jurou que não queria esquecer daquela sensação nunca mais, hoje você nem se lembra do motivo que te fez se sentir bem por alguns instantes. Porque é exatamente assim que as coisas funcionam, tudo é voltado para a função sentir. Tudo que acontece, acontece pra te causar sensações que duram alguns minutos e depois vão embora, como se nada tivesse acontecido ou simplesmente levando o que você tem de melhor, fazendo-te sentir vazia aos poucos até não sobrar mais nada.

Depois de um tempo, depois que sentir saudades vira rotina, você esquece. Talvez esquecer não seja a palavra certa para isso, mas sim acostumar. Você se acostuma a sentir falta, depois de pensar um pouco e perceber que ninguém esta na sua vida pra sempre, nem mesmo sua família, você se dá conta de que ficar triste por causa disso é perda de tempo. Algumas pessoas conseguem ser felizes mesmo acontecendo coisas ruins em sua vida, mas talvez isso não seja de verdade, na maioria dos casos, elas estão tão acostumadas a ficar tristes que nem sabem mais o que fazer.

Não é como se eu não soubesse disso, quando a minha irmã chorou por ter pensado que eu estava triste pelas fofocas que estavam sendo espalhadas sobre mim, ou quando Kalita e Taieny sentaram-se perto de mim porque pensaram que eu estava chorando quando me contou o que tinha acontecido antes de eu chegar. A resposta seria a mesma para as três: eu estou tão acostumada a ficar triste e ser decepcionada que nem dou mais tanta atenção pra isso. Mais cedo ou mais tarde outra pessoa que eu tenho nem que seja uma gota de consideração vai me provar o contrário, vai esperar eu sair de perto pra me chamar de nomes que nem eu acredito.

Talvez Bruno não estava exagerando quando disse que tem orgulho de mim por ter ido à escola no último dia mesmo sabendo que eu poderia ficar em casa evitando provocações, ou minha mãe quando disse que eu sou a pessoa mais forte que ela conhece por conseguir falar sobre os problemas como se eles não fossem nada. Simplesmente tenho essa filosofia em mente, de que apesar de não durarem para sempre, os problemas sempre vão existir, e que isso não acontece em vão, mas sim para preparar você para a vida e para testar as suas forças, mas que logo logo passa, deixando uma lição para o futuro.

Não sei se já disse isso, talvez eu tenha dito e talvez vocês estejam cansados de ler sobre isso, mas 2014 realmente foi um ano super difícil pra mim. Não simplesmente por ter perdido muitos amigos, mas por ter percebido que prefiro ser a excluída do que sorrir de volta para cada pessoa falsa que ousou apontar o dedo para mim e depois fingir que nada aconteceu. Por ter percebido que prefiro ficar triste do que ficar com raiva ou ódio disso. Não me dei ao luxo de sentir ódio de ninguém, porque na minha opinião, aquele que consegue sentir o ódio não é capaz de sentir amor ou nunca recebeu amor, e eu tenho certeza que amor é o que não falta na minha família, por isso, sentir ódio ou raiva ou alguns desses sentimentos, não é pra mim.

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2 comentários

  1. Adorei o texto, você escreve muito bem. Também gosto de escrever. Você seguia o meu antigo blog mas eu desativei, só que comecei com outro. Poderia segui-lo de volta? Temos uma visão muito parecida sobre as coisas. Um beijo! =)
    http://girlslikeprada.blogspot.com.br/

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